Precificação

Como precificar pratos corretamente (fórmula e exemplos)

A fórmula para precificar pratos sem achismo: do custo da ficha técnica ao preço de cardápio, usando o CMV-alvo do seu segmento.

Equipe Chef.IA05 de julho de 20263 min de leitura
Como precificar pratos corretamente (fórmula e exemplos)
Neste artigo

"Quanto eu cobro por este prato?" é a pergunta de um milhão de reais do food service. E ela tem resposta matemática — não achismo, não "olhar o concorrente".

Neste artigo você aprende a precificar pratos corretamente partindo do custo real e do CMV-alvo do seu negócio.

Por que não copiar o preço do concorrente

O preço do vizinho embute o custo, a margem e os erros dele. Copiar o preço sem conhecer o próprio custo é copiar o prejuízo do outro. A precificação começa dentro da sua cozinha, com a ficha técnica.

A fórmula da precificação

O caminho mais confiável parte do custo e do CMV-alvo:

Preço de venda = custo da porção ÷ CMV-alvo (em decimal)

O CMV-alvo é a fatia do preço que você aceita gastar em insumo. Se a meta é 32%, use 0,32.

Exemplo prático

Um hambúrguer com custo de porção de R$ 12,40 e CMV-alvo de 32%:

  • R$ 12,40 ÷ 0,32 = R$ 38,75
  • Ajuste de cardápio: R$ 38,90 (ou R$ 39,90, conforme o posicionamento)

Simples assim. O difícil é conhecer o R$ 12,40 — por isso a ficha técnica vem antes.

Passo a passo

  1. Calcule o custo da porção na ficha técnica (com fator de correção).
  2. Defina o CMV-alvo do segmento (veja a tabela abaixo).
  3. Divida o custo pelo CMV-alvo.
  4. Ajuste para um número comercial e coerente com o posicionamento.
  5. Revise sempre que o insumo mudar de preço.

CMV-alvo por tipo de negócio

Segmento Faixa saudável
Cafeteria 25% – 30%
Pizzaria 28% – 32%
À la carte 28% – 33%
Hamburgueria artesanal 30% – 34%
Self-service / kg 33% – 38%

Use como ponto de partida. O número que importa é o seu, prato a prato.

Erros comuns na precificação

  • Esquecer insumos pequenos (azeite, guardanapo, embalagem de delivery) — eles somam.
  • Ignorar o fator de correção e subestimar o custo real.
  • Precificar uma vez e nunca revisar — o custo de janeiro não é o de julho.
  • Focar só no preço, sem olhar a margem de contribuição de cada item.

E o valor percebido?

A fórmula garante o piso (abaixo dele você tem prejuízo). Acima do piso, o valor percebido — apresentação, história do prato, experiência — permite cobrar mais. Precificar bem é unir matemática e percepção.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre markup e CMV-alvo?

O markup é um multiplicador sobre o custo; o CMV-alvo parte da meta de custo. Ambos chegam ao preço, mas o CMV-alvo conversa direto com a saúde financeira do prato.

Preciso ter ficha técnica para precificar?

Sim. Sem o custo real da porção, qualquer preço é chute.

Com que frequência revisar os preços?

Sempre que os insumos principais mudarem. Reveja o cardápio pelo menos a cada trimestre.

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